quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Com um bom governo, até o Grão-Pará seria excelente

No próximo domingo, dia 11, será feito um plebiscito para que a população do Pará aprove ou não uma possível divisão do território do Estado. Se for aprovado o Estado poderá ser dividido em outros dois (Pará e Carajás ou Pará e Tapajós) ou em três (Pará, Carajás e Tapajós).



Pesquisas indicam que a decisão será pela não divisão do Estado. Muitas pessoas que compartilham dessa ideia, acreditam que a divisão não terá grande efeito sobre  as necessidades sociais da região e que essa ação só vai mesmo é aumentar os gastos para a manutenção da máquina pública. Especialistas afirmam, que se a divisão acontecesse, os dois novos Estados formados não teriam condições de se manterem economicamente, pois não conseguiriam  empreender investimentos e trazer recursos.

Vendo o outro lado das opiniões, os que defendem a divisão acreditam que com ela, mais investimentos serão direcionados a regiões, que hoje são esquecidas pelo Estado do Pará. As regiões oeste (Tapajós) e sudeste (Carajás) são, de fato, muito mais pobres que a região norte, próxima a capital Belém.

Contudo, será que esse plebiscito é um acontecimento que deve merecer credibilidade e atenção da população?



O grande problema não é se o Estado do Pará será divido em 3, 4 ou 10 partes e sim com qual intenção essa ação está sendo organizada.

Se a intenção é “atrair investimentos”, então, o real problema, que é a falta de políticas públicas que beneficiem diretamente o cidadão, continuará. O que me incomoda é que o brasileiro, ao invés de dar atenção a uma ação de pouco impacto social como essa, deveria se preocupar com o desprezo pela educação pública de qualidade, com a saúde pública, que está abandonada pelo Estado, com a corrupção, entre tantos outros problemas que precisamos enfrentar para, pelo menos, minimizar a precariedade da vida do cidadão.

Se o governo do Pará fosse composto por pessoas justas e confiáveis e se o mercado permitisse, o Estado poderia voltar aos recortes do Grão-Pará de antigamente, que seria  bem administrado. E eu não acredito que os possíveis futuros governantes de Tapajós, Carajás e Pará vão se encaixar nesse perfil.



O problema não é o tamanho do Pará, mas sim a falta de interesse daqueles que o governam.

Comentem!

Luiz G. S. Neto

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