A essência dos relacionamentos é baseada na tolerância. Todo tipo de parceria, seja ela romântica ou amistosa, com o mínimo de profundidade, demanda tolerância.
Não podemos impor nossas verdades e opiniões. Engajar-se em um relacionamento é aprender a argumentar e debater ideias para chegar em um consenso, ainda que esse comum acordo exija ceder e abdicar de nossas necessidade individuais. É um ajuste de personalidades diferentes.
Parecem regras óbvias de convivência básica, mas não é assim tão simples. É fácil julgar-se sempre certo e condenar os outros; difícil é ouvir e aceitar opiniões diferentes da nossa com imparcialidade. Ainda quando não percebemos, estamos defendendo cegamente nossos interesses, em detrimento dos outros.
Não existem relacionamentos fadados ao fracasso, mas pessoas mais ou menos dispostas a fazer ajustes. Esse ajuste varia de pessoa para pessoa, mas é imprescindível que seja mútuo. Um único interessado não é capaz de fazer dar certo.
Discute-se muito a respeito do que gera um relacionamento ideal, se são personalidades parecidas com interesses em comum, ou discrepantes, com atração pelos opostos. Na verdade, essas opiniões podem ser complementares, e não são necessariamente excludentes. Ambas podem estar corretas dependendo de quem se referem.
Uma pessoa séria, por exemplo, pode tanto se sentir atraída por alguém que partilhe da sua seriedade, como por alguém que contrabalance seu excesso com o outro extremo. Tudo depende das características próprias que a pessoa gosta, podendo ser estas, ela mesma detentora ou não.
As características particulares de cada pessoa é única, e é o que vai definir a tendência em escolher determinadas personalidade e característica em um parceiro. A melhor maneira de saber o que lhe agrada é praticar o autoconhecimento, onde você descobre quem é, o que busca, e como fazer para realizar.
Lucas Veiga Stancati,
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