quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

2011

“O ano foi bom ou ruim?”, essa é a pergunta que qualquer um faz quando chegamos na época das festas que celebram a passagem para um novo ano. Sinceramente, acredito que posso fazer uma análise sobre minha vida e o que aconteceu nela, assim como todas as outras pessoas podem. Contudo, não será possível analisar como foi a evolução ou a involução da sociedade, pois ninguém possui a capacidade para avaliar os acontecimentos que se passaram no globo, fazer um balanço e classificá-los de uma forma geral, em bons ou ruins.



Até mesmo alguns acontecimentos isolados são difíceis de ser analisados. Por exemplo, dizer que a posse da presidente Dilma é um marco histórico, por ser a primeira mulher a governar o país, é inegável, mas dizer se isso vai ser bom para os cidadãos a longo prazo é impossível (não, pois quem manda e desmanda é o mercado).

E o que dizer sobre os desastres naturais?

A única coisa que podemos concluir sobre as enchentes no começo do ano no Brasil é que elas existem desde o Brasil colonial e muito pouco foi feito pelos governos para que isso não se repetisse nos anos seguintes, passando por 2011 e chegando em 2012. Prevejo que em breve, infelizmente, veremos (já vimos alguns) os desastres se repetirem e as velhas frases como “isso foi uma fatalidade”, também; fatalidade é o descaso do governo sobre o assunto.


O forte terremoto que abalou o Japão, além de demonstrar como o ser humano e as invenções que o cercam são ínfimos em relação à natureza, alertou para o perigo das usinas nucleares e os riscos que podem levar à saúde de uma população. Em escala global, o ano de 2011 foi o de maior prejuízo econômico por causa das catástrofes naturais. Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália, Tailândia, entre outros foram grandes afetados.

Talvez o mais comentado acontecimento social do ano (começou no final de 2010), a “Primavera Árabe”, mostrou nesse ano uma nova característica dos ditadores árabes: quem tem dinheiro e apoio internacional se segura no poder e quem não tem....

Enquanto isso, pessoas que lutam por um ideal foram e são massacradas em guerras civis violentas.

A crise financeira também merece destaque aqui. O austero aperto de cinto na economia europeia, expulsou algumas figurinhas do poder, que já estavam mais do que carimbadas, e ameaçou muitas outras.

Não vou me estender sobre o assunto, pois informações muito mais completas e detalhadas podem ser conferidas na coluna Economia: 


Poderia ficar aqui enumerando diversos acontecimentos, como a independência do Sudão do sul, a repressão do governo chinês a ativistas e aos tibetanos ou até mesmo o falecimento de algumas personalidades (intencionais {
Osama} ou não). No entanto, para finalizar, prefiro lembrar que em todos os anos temos acontecimentos singulares, que dependem ou não da vontade humana. Algumas pessoas dizem que estamos evoluindo enquanto sociedade e outros, o contrário. Na minha opinião, é melhor dizer, apenas, que estamos caminhando para um rumo diferente.

Feliz Ano Novo para todos aqueles que apoiam e acompanham o blog.

Comentem

Luiz G. S. Neto

Nenhum comentário:

Postar um comentário