sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Um pequeno recorte da música em 2011 no Brasil

Em 2011 o Brasil consolidou-se como parada obrigatória para o mais alto escalão de artistas internacionais. E teve para todos os gostos: U2, Amy Winehouse, Paul McCartney, Katy Perry, Peter Gabriel, Ringo Starr, Shakira, Tears For Fears, Aerosmith, Pearl Jam, Red Hot Chili Peppers, Britney Spears e a lista ainda segue longe.
Houve ainda a décima edição do Rock in Rio e a segunda do SWU. Foram ao todo 506 apresentações (Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1027438-brasil-encerra-ano-com-recorde-de-shows-internacionais.shtml), um número recorde.


Uma das grandes ‘culpadas’ por esta inserção do País na rota obrigatória tais artistas é o grande crescimento da economia brasileira. A classe média cresceu vigorosamente graças às investidas bem sucedidas na economia pelo governo Lula, que deixou o Brasil com cara de quem deve fazer parte do itinerário desses artistas que vêm atraídos pelo cheiro do dinheiro.
Deixando de lado o aspecto econômico, quem pôde se deliciar com estas apresentações presenciou shows para os olhos e para os ouvidos. Eu pude conferir as apresentações do U2 em abril, do Paul McCartney em maio, do Tears For Fears em outubro e do Pearl Jam em novembro. E foi uma melhor do que a outra.
Ainda neste ano, despontou gente no cenário musical para todos os gostos: dona Adele fez o rapa nas indicações ao Grammy e este País pôde conhecer o cara que vai te pegar: o tal do Teló. Confesso que não ouvi a música por inteiro e até hoje e não me interesso por ouvi-la, mas fiquei tentada a querer saber o porquê desse ‘breganejo’ fazer tanto sucesso por aqui, com letras toscas (rimas pobres, tema vazio) e composição baseada em repetição sem dó aos nossos ouvidos. Talvez o apelo que o Teló tenha seja o carisma.
A engordada dos bolsos da classe média fez com que esse estilo que mistura ‘brega’ e ‘sertanejo’ seja considerado hoje totalmente hip, ao contrário de quando era hostilizado há alguns anos por ser música ‘inaudível’. Há quem diga que esta é a nova personificação da cultura brasileira... Só não sei ainda em que campo, pois chamar “Nossa nossa assim você me mata ai se eu te pego delícia delícia (repete 20 vezes)” de música é um insulto. Insulto à pobre da cultura brasileira que não tem nada a ver com isso.


Estou tentando bolar uma retrospectiva do mundo cinematográfico, pois nesse ano tempo foi o que eu não tive para assistir filmes.
Dúvidas, sugestões, pedidos, protestos: manisfestem-se.




Marina C.

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