Parte – Luiz:
Como todos sabem (ou deveriam saber), hoje, dia 20 de novembro, é o dia da consciência negra!
Vou prestar um homenagem a uma história de alegria, sofrimento, luta, garra, escravidão, vitórias, conquistas, altos e baixos. Me recuso a escrever algum texto com minhas palavras para homenagear esse dia, sem antes mostrar as palavras de um grande representante da luta pela igualdade racial e pelo condição do negro perante a sociedade.
Dentre os pensamentos e discursos de Abdias Nascimento, Malcom X, Nelson Mandela, entre outros, escolhi “I have a dream” ou “Que a liberdade ressoe” do Dr. Martin Luther King Jr., um marco na história da busca pela igualdade e que, incrível e lamentavelmente, poucas pessoas já leram ou assistiram.
“ Com esta fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ir para a prisão juntos, ficarmos juntos em posição de sentido pela liberdade, sabendo que um dia seremos livres.... Quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada aldeia, de cada estado e de cada cidade, seremos capazes de apressar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção negra: "Liberdade finalmente! Liberdade finalmente! Louvado seja Deus, Todo Poderoso, estamos livres, finalmente! "
Martin Luther King
Aqui fica minha sincera homenagem às minhas raízes, às minhas origens, ao povo negro.
Vídeo — não consegui achar o discurso completo em vídeo com legendas em português, por isso, postarei esse vídeo e o texto do discurso completo:
Texto:
QUE A LIBERDADE RESSOE!
Há cem anos, um grande americano, sob cuja sombra simbólica nos encontramos, assinava a Proclamação da Emancipação. Esse decreto fundamental foi como um raio de luz de esperança para milhões de escravos negros que tinham sido marcados a ferro nas chamas de uma vergonhosa injustiça. Veio como uma aurora feliz para terminar a longa noite do cativeiro. Mas, cem anos mais tarde, devemos enfrentar a realidade trágica de que o Negro ainda não é livre.
Cem anos mais tarde, a vida do Negro é ainda lamentavelmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação. Cem anos mais tarde, o Negro continua a viver numa ilha isolada de pobreza, no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o Negro ainda definha nas margens da sociedade americana, estando exilado na sua própria terra.
Por isso, encontramo-nos aqui hoje para dramaticamente mostrarmos esta extraordinária condição. Num certo sentido, viemos à capital do nosso país para descontar um cheque. Quando os arquitetos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de independência, estavam a assinar uma promissória de que cada cidadão americano se tornaria herdeiro.
Este documento era uma promessa de que todos os homens veriam garantidos os direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à procura da felicidade. É óbvio que a América ainda hoje não pagou tal promissória no que concerne aos seus cidadãos de cor. Em vez de honrar este compromisso sagrado, a América deu ao Negro um cheque sem cobertura; um cheque que foi devolvido com a seguinte inscrição: "saldo insuficiente". Porém nós recusamo-nos a aceitar a ideia de que o banco da justiça esteja falido. Recusamo-nos a acreditar que não exista dinheiro suficiente nos grandes cofres de oportunidades deste país.
Por isso viemos aqui cobrar este cheque - um cheque que nos dará quando o recebermos as riquezas da liberdade e a segurança da justiça. Também viemos a este lugar sagrado para lembrar à América da clara urgência do agora. Não é o momento de se dedicar à luxuria do adiamento, nem para se tomar a pílula tranquilizante do gradualismo. Agora é tempo de tornar reais as promessas da Democracia. Agora é o tempo de sairmos do vale escuro e desolado da segregação para o iluminado caminho da justiça racial. Agora é tempo de abrir as portas da oportunidade para todos os filhos de Deus. Agora é tempo para retirar o nosso país das areias movediças da injustiça racial para a rocha sólida da fraternidade.
Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência do momento e subestimar a determinação do Negro. Este sufocante verão do legítimo descontentamento do Negro não passará até que chegue o revigorante Outono da liberdade e igualdade. 1963 não é um fim, mas um começo. Aqueles que crêem que o Negro precisava só de desabafar, e que a partir de agora ficará sossegado, irão acordar sobressaltados se o País regressar à sua vida de sempre. Não haverá tranquilidade nem descanso na América até que o Negro tenha garantido todos os seus direitos de cidadania.
Os turbilhões da revolta continuarão a sacudir as fundações do nosso País até que desponte o luminoso dia da justiça. Existe algo, porém, que devo dizer ao meu povo que se encontra no caloroso limiar que conduz ao palácio da justiça. No percurso de ganharmos o nosso legítimo lugar não devemos ser culpados de atos errados. Não tentemos satisfazer a sede de liberdade bebendo da taça da amargura e do ódio.
Temos de conduzir a nossa luta sempre no nível elevado da dignidade e disciplina. Não devemos deixar que o nosso protesto realizado de uma forma criativa degenere na violência física. Teremos de nos erguer uma e outra vez às alturas majestosas para enfrentar a força física com a força da consciência.
Esta maravilhosa nova militância que engolfou a comunidade negra não nos deve levar a desconfiar de todas as pessoas brancas, pois muitos dos nossos irmãos brancos, como é claro pela sua presença aqui, hoje, estão conscientes de que os seus destinos estão ligados ao nosso destino, e que sua liberdade está intrinsecamente ligada à nossa liberdade.
Não podemos caminhar sozinhos. À medida que caminhamos, devemos assumir o compromisso de marcharmos em frente. Não podemos retroceder. Há quem pergunte aos defensores dos direitos civis: "Quando é que ficarão satisfeitos?" Não estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos incontáveis horrores da brutalidade policial. Não poderemos estar satisfeitos enquanto os nossos corpos, cansados das fadigas da viagem, não conseguirem ter acesso a um lugar de descanso nos motéis das estradas e nos hotéis das cidades. Não poderemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade fundamental do Negro for passar de um gueto pequeno para um maior. Nunca poderemos estar satisfeitos enquanto um Negro no Mississipi não pode votar e um Negro em Nova Iorque achar que não há nada pelo qual valha a pena votar. Não, não, não estamos satisfeitos, e só ficaremos satisfeitos quando a justiça correr como a água e a retidão como uma poderosa corrente.
Sei muito bem que alguns de vocês chegaram aqui após muitas dificuldades e tribulações. Alguns de vocês saíram recentemente de pequenas celas de prisão. Alguns de vocês vieram de áreas onde a vossa procura da liberdade vos deixou marcas provocadas pelas tempestades da perseguição e sofrimentos provocados pelos ventos da brutalidade policial. Vocês são veteranos do sofrimento criativo. Continuem a trabalhar com a fé de que um sofrimento injusto é redentor.
Voltem para o Mississipi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para a Luisiana, voltem para os bairros de lata e para os guetos das nossas modernas cidades, sabendo que, de alguma forma, esta situação pode e será alterada. Não nos embrenhemos no vale do desespero.
Digo-lhes, hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Tenho um sonho que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: "Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais".
Tenho um sonho que um dia nas montanhas rubras da Geórgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade.
Tenho um sonho que um dia o estado do Mississipi, um estado deserto, sufocado pelo calor da injustiça e da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.
Tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu caráter.
Tenho um sonho, hoje.
Tenho um sonho que um dia o estado de Alabama, cujos lábios do governador atualmente pronunciam palavras de ... e recusa, seja transformado numa condição onde pequenos rapazes negros, e raparigas negras, possam dar-se as mãos com outros pequenos rapazes brancos, e raparigas brancas, caminhando juntos, lado a lado, como irmãos e irmãs.
Tenho um sonho, hoje.
Tenho um sonho que um dia todo os vales serão elevados, todas as montanhas e encostas serão niveladas, os lugares ásperos serão polidos, e os lugares tortuosos serão endireitados, e a glória do Senhor será revelada, e todos os seres a verão, conjuntamente.
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com a qual regresso ao Sul. Com esta fé seremos capazes de retirar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé poderemos transformar as dissonantes discórdias de nossa nação numa bonita e harmoniosa sinfonia de fraternidade. Com esta fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ir para a prisão juntos, ficarmos juntos em posição de sentido pela liberdade, sabendo que um dia seremos livres.
Esse será o dia quando todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo significado: "O meu país é teu, doce terra de liberdade, de ti eu canto. Terra onde morreram os meus pais, terra do orgulho dos peregrinos, que de cada localidade ressoe a liberdade".
E se a América quiser ser uma grande nação isto tem que se tornar realidade. Que a liberdade ressoe então dos prodigiosos cabeços do Novo Hampshire. Que a liberdade ressoe das poderosas montanhas de Nova Iorque. Que a liberdade ressoe dos elevados Alleghenies da Pensilvania!
Que a liberdade ressoe dos cumes cobertos de neve das montanhas Rochosas do Colorado!
Que a liberdade ressoe dos picos curvos da Califórnia!
Mas não só isso; que a liberdade ressoe da Montanha de Pedra da Geórgia!
Que a liberdade ressoe da Montanha Lookout do Tennessee!
Que a liberdade ressoe de cada Montanha e de cada pequena elevação do Mississipi.
Que de cada localidade, a liberdade ressoe.
Quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada aldeia, de cada estado e de cada cidade, seremos capazes de apressar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção negra: "Liberdade finalmente! Liberdade finalmente! Louvado seja Deus, Todo Poderoso, estamos livres, finalmente!"
Parte - Robson:
No dia 20 de novembro, comemora-se nacionalmente o dia da consciência negra, sendo esta data definida pela morte de um dos maiores símbolos de militância e resistência na luta negra por espaço e da sociedade brasileira, Zumbi dos Palmares. O ano de 2011 foi eleito pela UNESCO como o Ano Internacional dos Afrodescendentes. Com o intuito de promover e celebrar a luta proponho algumas reflexões aos leitores. Este texto foi escrito para um colega que me perguntou se práticas de auto-valorização da comunidade negra para a comunidade negra não representaria um tal “racismo às avessas”. Fiz algumas adaptações e compartilho a resposta com vocês.
Nossa luta ainda é de auto-afirmação na sociedade brasileira. Infelizmente não temos líderes em cargos de destaque e, mais importante que isso, não temos uma população negra economicamente satisfeita.
Analisando o primeiro ponto, pergunto :Onde estão os atores negros, atrizes, apresentadores de programas? Não estamos bem representados na sociedade em que (não-curiosamente) é majoritariamente negra. Isto gera consequencias no sub-consciente das crianças que crescem num ambiente onde os super-heróis são (maioria) brancos, a literatura é de personagens brancos, a história que se leciona é a “oficial”, da europa e dos estados unidos. A religião em que a maioria dos feriados é contemplada é cristã contrói no jovem negro um padrão de aceitação e de legitimação no que o branco diz, tornando-o submisso sem perceber, o que no meu julgamento é MUITO mais grave. A pessoa se torna um ator inconsciente e sem auto-valorização e conhecimento!
Esta é a realidade, e os negros têm que, também, ocupar espaços de poder e não somente a rua (Hip-hop, Mc’s, Break). Vale ressaltar que a prática racista só ocorre quando se trata de uma relação de poder. Atualmente, o poder está com quem? Ou seja, não é de "racismo às avessas" que estamos falando.
O racismo já existe e é incorporado pelo sistema que ao não fazer um apartheid como nos Estados Unidos ou na África do Sul (onde os negros eram simplesmente banidos de entrar em alguns lugares, ou existiam lugares definidos onde os negros podiam sentar e brancos também) cria no imaginário da população uma igualdade artificial (pois economicamente a população negra é muito mais pobre) e que ainda por cima é exportada para o mundo inteiro como um exemplo a ser seguido.
É emergentemente necessário fazer nossa auto-valorização antes de nossa próxima luta, aquela contra todo o tipo de diferença (igualdade). Pensando melhor, vc vai perceber que sim, somos diferentes. E isso é ótimo, idealmente falando. Nossa comida (do brasileiro em geral) é uma das mais saborosas, nossa dança, esporte e tal... Mas agora que temos formalmente a democracia, onde é CRIME subjulgar uma pessoa pelo tom de pele, e temos liberdade de expressão, acho fundamental nós negros, nos valorizarmos, tentarmos recuperar a dignidade que nos foi arrancada quando fomos sequestrados da mãe África.
Sobre a satisfação econômica dos negros, pergunto: Onde estão os negros donos de empresas, donos de restaurantes, donos de emissoras de TV, Rádio blá blá blá? Vemos pela história que quando o governo decidiu fazer a política de "embranquecimento" do Brasil, os negros recém-libertos foram jogados para as cadeias, hospícios, cemitérios ou faziam trabalhos braçais e eram minimamente remunerados. Os imigrantes chegaram, recebendo terras do governo, ou sendo assalariados, e daí conseguiram participar das relações economicas do país, tiveram mais OPORTUNIDADES que os negros. Este passo é fundamental para entendermos a gritante desigualdade economica entre a população negra e a branca.
A motivação muitas vezes vem como um espelho que reflete a sociedade em nós mesmos, então se não mostram negros bem colocados nos meios de comunicação, só mostram brancos ricos, advogados, médicos, professores, se mostram negros, estão em favelas, sendo mortos pela PM. Quem vê isso, naturaliza as coisas e não almeja algo diferente, tendo a convicção de que "é assim mesmo", ou mais trágico: "eu não consiguirei chegar lá".
Analisando o primeiro ponto, pergunto :Onde estão os atores negros, atrizes, apresentadores de programas? Não estamos bem representados na sociedade em que (não-curiosamente) é majoritariamente negra. Isto gera consequencias no sub-consciente das crianças que crescem num ambiente onde os super-heróis são (maioria) brancos, a literatura é de personagens brancos, a história que se leciona é a “oficial”, da europa e dos estados unidos. A religião em que a maioria dos feriados é contemplada é cristã contrói no jovem negro um padrão de aceitação e de legitimação no que o branco diz, tornando-o submisso sem perceber, o que no meu julgamento é MUITO mais grave. A pessoa se torna um ator inconsciente e sem auto-valorização e conhecimento!
Esta é a realidade, e os negros têm que, também, ocupar espaços de poder e não somente a rua (Hip-hop, Mc’s, Break). Vale ressaltar que a prática racista só ocorre quando se trata de uma relação de poder. Atualmente, o poder está com quem? Ou seja, não é de "racismo às avessas" que estamos falando.
O racismo já existe e é incorporado pelo sistema que ao não fazer um apartheid como nos Estados Unidos ou na África do Sul (onde os negros eram simplesmente banidos de entrar em alguns lugares, ou existiam lugares definidos onde os negros podiam sentar e brancos também) cria no imaginário da população uma igualdade artificial (pois economicamente a população negra é muito mais pobre) e que ainda por cima é exportada para o mundo inteiro como um exemplo a ser seguido.
É emergentemente necessário fazer nossa auto-valorização antes de nossa próxima luta, aquela contra todo o tipo de diferença (igualdade). Pensando melhor, vc vai perceber que sim, somos diferentes. E isso é ótimo, idealmente falando. Nossa comida (do brasileiro em geral) é uma das mais saborosas, nossa dança, esporte e tal... Mas agora que temos formalmente a democracia, onde é CRIME subjulgar uma pessoa pelo tom de pele, e temos liberdade de expressão, acho fundamental nós negros, nos valorizarmos, tentarmos recuperar a dignidade que nos foi arrancada quando fomos sequestrados da mãe África.
Sobre a satisfação econômica dos negros, pergunto: Onde estão os negros donos de empresas, donos de restaurantes, donos de emissoras de TV, Rádio blá blá blá? Vemos pela história que quando o governo decidiu fazer a política de "embranquecimento" do Brasil, os negros recém-libertos foram jogados para as cadeias, hospícios, cemitérios ou faziam trabalhos braçais e eram minimamente remunerados. Os imigrantes chegaram, recebendo terras do governo, ou sendo assalariados, e daí conseguiram participar das relações economicas do país, tiveram mais OPORTUNIDADES que os negros. Este passo é fundamental para entendermos a gritante desigualdade economica entre a população negra e a branca.
A motivação muitas vezes vem como um espelho que reflete a sociedade em nós mesmos, então se não mostram negros bem colocados nos meios de comunicação, só mostram brancos ricos, advogados, médicos, professores, se mostram negros, estão em favelas, sendo mortos pela PM. Quem vê isso, naturaliza as coisas e não almeja algo diferente, tendo a convicção de que "é assim mesmo", ou mais trágico: "eu não consiguirei chegar lá".
O rapaz afirmou que o racismo pode sim ser “as avessas” e expliquei o seguinte:
Se o branco está no poder, ele PODE ou NÃO criar leis que sejam reparadoras, como as cotas e até mesmo tornar crime o racismo.
Quem está à margem do poder, não tem esta qualidade, que afeta a sociedade como um todo, então se você for racista com um branco, ele tem mais chance de te prejudicar do que ao contrário. Portanto o racismo é uma relação de poder.
Você citou os outros grupos que estão lutando por poder atualmente, como LGBTs, mulheres, (acrescento indígenas e quilombolas). Estes TAMBÉM estão à margem da criação de direitos (à margem do poder) por isso, se estes grupos fazem uma "marcha do orgulho gay" ou "marcha contra a usina de belo-monte" eles não estão sendo preconceituosos, e sim apenas tentando resistir contra o grupo detentor do poder, que não é ingênuo e tem seus interesses a serem garantidos e que, muitas vezes, entram em conflito com os grupos que não tem o poder.
Para ser mais claro, eu falo concretamente: existem grupos fascistas no poder. Bolsonaro é um representante dos interesses destes. Eles tem o poder de veto para leis à favor do casamento homossexual, da criação de direitos para os excluídos do poder. Se eles quiserem, passa. Se não, o abismo entre "eles" e os "outros" pode continuar o mesmo!
Se o branco está no poder, ele PODE ou NÃO criar leis que sejam reparadoras, como as cotas e até mesmo tornar crime o racismo.
Quem está à margem do poder, não tem esta qualidade, que afeta a sociedade como um todo, então se você for racista com um branco, ele tem mais chance de te prejudicar do que ao contrário. Portanto o racismo é uma relação de poder.
Você citou os outros grupos que estão lutando por poder atualmente, como LGBTs, mulheres, (acrescento indígenas e quilombolas). Estes TAMBÉM estão à margem da criação de direitos (à margem do poder) por isso, se estes grupos fazem uma "marcha do orgulho gay" ou "marcha contra a usina de belo-monte" eles não estão sendo preconceituosos, e sim apenas tentando resistir contra o grupo detentor do poder, que não é ingênuo e tem seus interesses a serem garantidos e que, muitas vezes, entram em conflito com os grupos que não tem o poder.
Para ser mais claro, eu falo concretamente: existem grupos fascistas no poder. Bolsonaro é um representante dos interesses destes. Eles tem o poder de veto para leis à favor do casamento homossexual, da criação de direitos para os excluídos do poder. Se eles quiserem, passa. Se não, o abismo entre "eles" e os "outros" pode continuar o mesmo!
Estas reflexões nos mostram como devemos ser incisivos em nossa luta contra o racismo, destacando que esta não é esclusiva dos negros, e sim de todos que se indignam e se comovem com a situação a qual o negro foi relegado na sociedade brasileira; o povo que construiu o país e que teve como pagamento a bala e a fome.
Obrigado
Luiz G. S. Neto e Robson Gil
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