Oi-abre-alas para minha banda brazuca preferida desde os tempos de Cabral: Os Paralamas do Sucesso! Tô afim de falar deles, já que o povo que lê essa coluna deve achar que eu só gosto de música em inglês... Sim, é (meio) fato: 90% das músicas que eu ouço são em inglês e o restante se divide em músicas em português e algumas perdidas em alemão, francês, italiano, espanhol e, por que não, árabe! Quem não era fã do Khaled que atire a primeira pedra!
Bom, hoje vai rolar um “Dissecando o Álbum” um pouco diferente: não vou falar de um álbum específico deles, mas sim de um apanhado de músicas que eu adoro.
Um pouquinho sobre os Paralamas para quem não conhece: dizem por aí que eles fazem reggae, ska e rock, mas é tudo intriga da oposição: os Paralamas fazem música! E ainda por cima, de qualidade. Sem rótulos, sim?
A banda se formou no fim dos anos 70 em Rio de Janeiro City com Herbert Vianna nos vocais e na guitarra, Bi Ribeiro no baixo e João Barone na bateria. Apesar de ter sido formada no Rio, os Paralamas são considerados integrantes do grupo de bandas nascidas em Brasília no fim dos 70 e início dos 80, como Capital Inicial e Legião Urbana. Mas até que essa proposição faz algum sentido: o Herbert e o Bi se conheceram quando moravam em Brasília. Enfim, os Paralamas têm um pouco da Paraíba (Herbert é de João Pessoa), do DF e do Rio.
Os caras despontaram mesmo do meio dos anos 80 para cá, quando bombardearam (graças ao bom Deus!) nossos ouvidos com “Melô do Marinheiro”, “Óculos”, “Meu Erro”, “Alagados”, “Lourinha Bombril”, “Ela Disse Adeus”, “Aonde Quer Que Eu Vá”, “La Bella Luna”, “Vital e Sua Moto”, “Cuide Bem do Seu Amor”, entre outros sucessos.
É difícil listar “A” preferida, portanto, digo logo que não tenho. Porém, há preferidas para cada momento:
“Óculos”
Quando criança, eu era branquela, nerd e usava... óculos! Total me identifico com essa música que conta a agonia de um pobre rapaz que, quando usa óculos, enxerga tudo, mas as meninas do Leblon não olham para ele, mas quando não usa, volta e meia entra com seu carro pela contramão. Música para quem é loser mas também tem um coração!
“Meu Erro”
Música de karaokê. Marcou minha infância com todas as tias se debatendo para cantar no videokê do Leãozinho das festinhas infantis. Apesar dos pesares, é uma música muito bonita e que se dá bem seguindo a fórmula “música de corno”. Vale a pena pelos vocais herbertvianísticos tentando fazer um yoddle no fim dos versos.
Moda dos anos 80 sempre fazendo meu dia :D
“Ela Disse Adeus”
Amo o clipe dez mil vezes até a morte. Uma atmosfera filme de Frankenstein, preto e branco, estrelando Fernanda Torres no papel daloka/ que quer trucidar seus namorados, a.k.a. os Paralamas. Ah, claro, fora que a música é mara também: “Ela não precisa mais de vocêêêêê, sempre o último a sabeeeeeeeer!”. Paralamas evocando girl power!
O clipe original não está disponível para incorporação, então fica o link: http://www.youtube.com/watch?v=WnYSgN3ODAY&ob=av3e
“Vital e Sua Moto”
Bom, atualmente, minha vida está no momento “Marina e seu carro”: tô tirando carta, daí, já viu... Sempre que ouço essa música imagino um Vital feliz da vida no seu velotrol de adulto correndo pelas avenidas largonas de Brasília para ver o show dos Paralamas! “Vital Marina andava a pé e achava que assim estava mal, de um ônibus pro outro aquilo era o fim”. Fora que “Vital” é um nome bacanudo para por num filho. Não, não foi irônico. Mesmo. Um dia “Vital” será um nome mais pop do que essa música.
“Alagados”
“...Alagados, frenchtalm, favela da Maré...”, erm, não.
“...Alagados, slashtown, favela da Maré...”, também não.
“...Alagados, mashuerhfuhfaeflkaeofksrçkofsrokasoktown, favela da Maré...” WTF?
É de conhecimento geral dos falantes da última flor do Láscio que só mesmo o Herbert Viana himself sabia o que raios ele dizia nesse verso. Só quem tinha o disco/bolachão/vinil/disco voador e via a letra sabia. Eu descobri com o advento do letras.terra.com.br. HAAHA
Ir olhar a letra é para os fracos que não têm habilidade com o embromation.
“Lourinha Bombril”
Essa é a mais clássica para mim, pois eu me lembro desde os primórdios da minha vida do CD “9 Luas” na estante aqui de casa. Meu pai fez uma (excelente) lavagem cerebral em mim pois sempre levava pra ouvir no carro. “9 Luas”, lançado em 1996, é peça de colecionador e confesso que não via tanta mágica em “Busca Vida”, nem em “Outra Beleza”, nem tampouco em “La Bella Luna”. Do que eu gostava era da ligada no 220 “Lourinha Bombril”, mais pelo ritmo porque quando era criança não prestava atenção na letra mesmo...
Hoje, larguei as dorgas e conheço as letras das músicas mas acho que quem usou umas dorgas para escrever essa música foi o Herbert... HAHAA
Apesar de tudo, os caras não acertam em tudo: é o pior nome de banda que eu já vi.
Paralamas
do
Sucesso
Freud explica?
Einstein explica?
Os gregos explicam?
Bom, pelo menos na parte do “Sucesso” eles acertaram.
Marina C.

Nenhum comentário:
Postar um comentário