quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Belo Monte: um impasse

A necessidade energética dos países do globo é crescente com o passar do tempo e, por isso, cada um utiliza a forma de geração de energia que as suas condições naturais proporcionam. No Brasil,  a forma mais usada é a geração de energia através das hidrelétricas.

Pois bem, uma nova usina hidrelétrica tem causado polêmica no setor energético brasileiro. Muito comentada nas redes sociais e na mídia, levanta questões para sua construção no mínimo discutíveis sobre preocupação ambiental, social, viabilidade econômica, entre outros.

Apresento-lhes a futura (ou não), Belo Monte:




Não há dúvidas que o Brasil, nos moldes econômicos que vive hoje, precisa de mais usinas para sustentar sua produção, abastecer suas cidades e gerar condições para que se torne o tão aclamado “país do futuro”. No entanto, o “país do futuro” para quem?

A principal crítica à construção da usina é a destruição ambiental, que afetará o ciclo ecológico da região e, por conseguinte, impactará diretamente no modo de vida das comunidades indígenas da Bacia do rio Xingu, causando problemas para as mesmas manterem suas atividades comerciais, sociais e de locomoção já que algumas vertentes do rio secarão após a construção. E essas pessoas, não fazem parte do “país do futuro”?

Os defensores da usina dizem que ela levará desenvolvimento para a região do entorno de sua localização e que gerará empregos. Contudo, é evidente que as pessoas que se instalarem na região para trabalharem na obra não terão para onde ir após o termino da construção, como quase sempre acontece.

Os povos indígenas do Xingu protestam há mais de 20 anos contra a construção da usina. O caso mais famoso é o da índia Tuíra que, em 1989, no 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu colocou seu facão no rosto do presidente de Eletronorte, José Antônio Muniz Lopes, o que gerou repercussão mundial sobre o assunto. Isso aconteceu quando a usina ainda ia ser chamada de Kararaô; no mínimo um nome irônico, pois é uma palavra de origem indígena.

Outro problema que pode barrar a construção da usina definitivamente, pois já barrou provisoriamente várias vezes, é o questionamento de sua viabilidade econômica, pois muitos especialistas dizem que a capacidade de produção da hidrelétrica dependerá da situação de cheia e seca que o rio apresenta durante o ano. Na estação de cheia funcionará regularmente, mas na estação de seca produzirá muito pouco, não produzindo com eficiência o ano todo.   Some isso com os problemas já citados e veja que a usina não vale tanto a pena assim!


O “vai e vem” das autorizações concedidas judicialmente para a construção é constante devido à mobilização de especialistas e de organizações de defesa ao meio ambiente, como o Greenpeace, que agem em defesa da paralisação da obra, por causa de problemas em seu projeto.

Poderia enumerar diversos acontecimentos e visões sobre a  construção da usina aqui, mas a intenção é mostrar como o Estado age em prol da economia em detrimento das pessoas que se colocam em seu caminho. O grande problema da sociedade contemporânea (não vamos nos estender no tempo, pois os moldes de sociedade hoje são outros) é colocar o Estado e a economia na frente dos indivíduos e enquanto isso acontecer, infelizmente, haverá guerra!

Comentem!

Abraços

Luiz G. S. Neto

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