domingo, 4 de setembro de 2011

Quando uma comédia é boa...


Nessas últimas semanas assisti a duas comédias no cinema: uma muito boa, já a outra...
 Mas neste post me aterei à boa, portanto, se você não gosta de humor negro e bem politicamente incorreto, não se atreva a assistir ao filme “Quero matar meu chefe”.


Com um elenco repleto de estrelinhas como Jamie Foxx, Jennifer Aniston, Jason Bateman, Colin Farrell e Jason Sudeikis (que eu fiquei o filme todo tentando decifrar se era o cara que perde o dente em “Se Beber Não Case”, mas na verdade é o clone dele do SNL) e uma estrelona solitária, Kevin Spacey, já que Donald Sutherland aparece em menos de 15 minutos, o filme surpreende principalmente pelo encanto quebrado ao redor da áurea da Jen Aniston. Para quem a conheceu como queridinha da América toda loira e linda como a Rachel de Friends, o choque repentino ao vê-la interpretando uma dentista predadora/maníaca sexual é grande, porém, bom. Finalmente, aos 42 anos, ela resolve fazer um papel que rompe com a moral e os bons costumes da sociedade (por um momento me veio um lapso da Sandy fazendo propaganda pra Devassa...). Para os machos de plantão, ela é a única fêmea no filme, então, aproveitem as cenas dela com pouca roupa, porque o que vende mesmo é muita pele, não é?


Porém o grande destaque do filme é o newbie Charlie Day, na pele do impagável Dale, assistente de dentista, que é o abusado pela personagem da Jen. Suas cenas são as que mais trazem boas risadas no filme, como quando ele entra em desespero por nada, o que acontece recorrentemente no filme, e quando ele acidentalmente fica drogado depois de ter cheirado um pó na casa do Farrell.


Em relação ao enredo, é coisa simples: três amigos que odeiam mortalmente seus chefes resolvem um matar o chefe do outro, para não deixarem provas ou serem suspeitos óbvios.


Os chefes, mais estereotipados impossível, são representados à altura: Kevin Spacey, como Dave, o chefe de Nick Hendricks, interpretado por Jason Bateman, que tortura o empregado com esperanças de que ele vai ser promovido. As torturas são beber um uísque 18 anos às 9 da matina e repreendê-lo por ter chegado 2, sim dois, minutos atrasado. Kevin Spacey dando uma de mau é imperdível.


Já o chefe de Kurt Buchman, interpretado por Jason Sudeikis, é Bobby, personagem do ator irlandês barraqueiro Colin Farrell, em quem o papel de um chefe viciado em orgias, bebidas e drogas nada lícitas parece ter caído como uma luva. Seu personagem é filho do dono de uma empresa química, este interpretado por Donald Sutherland, que é um doce e adorado por todos os empregados, mas, que como tudo que é bom dura pouco, morre nos 15 minutos iniciais do filme deixando a empresa nas mãos de seu filho porra-louca.


Outro destaque vai para Jamie Foxx no papel de Mr Motherfucker (sim, o Mister é importantíssimo), um “consultor de assassinato”, aquele cara que dá todas as dicas para um crime perfeito. O trio parada dura composto por Bateman, Day e Sudeikis o encontra frequentemente num boteco num bairro tenso para pedir conselhos, o que traz sequências memoráveis.
Odiar o chefe é de praxe, mas fazer um filme com piadas ótimas sobre um assunto tão comum, é genial.


Marina C.

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