... copia direito, p$%&@!”, como já diria Marcos Mion em seu Covernation. E os coveres ouviram e alguns fazem tão direito que o cover fica tão quanto ou até melhor que o original. Como lidar?
Trouxe uns covers e seus originais para uma breve comparação:
Começando com Gwen e companhia, uma das minhas bandas favoritas, Gwen é diva e tudo mais, mas esse cover de “It’s My Life”, do Talk Talk, uma banda chechelenta britânica dos anos 80 me conquistou de tal maneira que eu não queria aceitar que era um cover! Fato é 1: depois de “Don’t Speak” tocar até dizer chega nos anos 90, achei que o No Doubt era mais um one-hit-wonder e cairiam no ostracismo. Fato é 2: caíram de certa forma, jamais tiveram outro sucesso tão grande quanto, mas continuam aí na atividade, como já proferiu Chorão.
Seguem abaixo as duas versões: o cover com o clipe mega-elaborado estrelando Miss Stefani como uma louca que quer matar todos os amantes/companheiros de banda e o original, com umas aves muito elegantes correndo na selva africana (cuja poesia não foi absorvida por mim até hoje).
(o cover)
(o original)
Continuamos aqui com Mariah Carey e sua voz de 5 oitavas (q?) junto com uma boyband dos anos 90/início 2000 que DEFINITIVAMENTE caiu no ostracismo, o Westlife. Eles regravaram uma versão da (hands down!) ME-LHOR música de corno que eu já ouvi - e não foram poucas - “Against All Odds”, de 1984, composta para a trilha sonora de um filme homônimo por Phil Collins, que tem mestrado em música de corno, mas ninguém liga porque a voz-dele-é-boa-demais-pra-quem-era-apenas-um-mero-baterista-de-uma-banda-de-rock-progressivo-britânico-dos-anos-70-com-o-Peter-Gabriel-nos-vocais, a.k.a. Genesis. Esse é um dos casos em que o criador ainda é melhor do que a criatura:
(o original)
(o cover)
Perguntaaaaa: Marilyn Manson fazendo o QUÊ é bom?
Respostaaaaaa: Absolutamente nada.
Então por que se meteu a fazer um cover de “Personal Jesus” do Depeche Mode? Eu nem assistia ao clipe dele quando passava no Disk MTV porque aquele ser me assustava e continua a me assustar até hoje.
É um músico que não sabe fazer música, até o Bieber perto dele é meio talentoso. Momento desabafo pela ruindade da música, mas momento alívio depois de descobrir que aquela música era um cover e que a original é REALMENTE música para os ouvidos.
(o cover)
(o original)
Um andrógeno e três grunges. Essa combinação pode dar certo? Pode, desde que os envolvidos sejam David Bowie e Nirvana. Mais uma vez a mídia fez com que eu conhecesse primeiro o cover de “The Man Who Sold The World” do Nirvana, do que a original do Bowie. E tenho que revelar: por mais ícone que o Bowie seja, a versão do Nirvana deixa a original na sola do sapato do bandido. Eles fizeram uma versão com arranjos super bem feitos para o acústico MTV deles, em 1993. Esse é um daqueles casos que eu nem precisava ter descoberto que se tratava de um cover, de tão bom que ficou.
(o cover)
(o original)
Vamos agora com a banda irlandesa tchururu do momento, o U2. Eles se atreveram a fazer um cover dos Beatles e tocaram “Helter Skelter” durante sua turnê que deu origem ao álbum “Rattle and Hum”, de 1988. O cover ficou legalzinho, mas pra fazer cover dos Beatles ele tem que ficar fodão. Então, olha nóis aê, os brasileiros + o Derek do Sepultura fizeram um cover do metal de mais-uma-música-de-protesto-do-U2-já-basta-“Sunday- Bloody-Sunday”, a “Bullet The Blue Sky”. Mais uma vez, conheci primeiro o cover e, uhul, o U2 não leva jeito mesmo pra cantar músicas revôltz que não sejam “Sunday Bloody Sunday”. Então, aplausos pros brutos do Sepultura porque o cover ficou bunitcho!
(o original)
(o cover)
Agora, uma clássica: “Oh, Pretty Woman”, de Roy Orbison. Quem, mas queeeeem teria culhão suficiente para fazer um cover da música da Julia Roberts? Sim, Van Halen! Confesso que não sou muito lá fã da banda, só conheço mesmo “Jump”, mas esse cover ficou bom demais da conta! “Oh, Pretty Woman” versão bruta é digna que estar na cena em que a Julia Roberts chega para acertar as contas com a vendedora que a maltratou em “Uma Linda Mulher”.
(o original)
(o cover)
Qual é a música que ganha mais citações no twitter, facebook e afins hoje em dia? Sim, todos tem seu dia de Adele quando citam algum trecho de “Rolling in the Deep”. A música é boa, assim como a melodia, a harmonia e a voz, e que voz, da Adele. Mas vou ter que abrir meu coração e dizer que o gritonésio do Chester Bennington, do Linkin Park, conseguiu imprimir uma sensibilidade tamanha nessa música que quase acreditei que foi feita para ele. É uma boa alternativa para quem enjoou da voz da Adele (eu!), por melhor que ela seja.
(o original)
(o cover)
Para encerrar, trago uma música que, se você não viveu nos anos 80, deve ter ouvido por osmose do seu pai quando ainda era um espermatozoide, pois essa música continua sendo tocada até hoje nas Alfa FM da vida. Ela é “Come On, Eileen”, do Dexys Midnight Runner, que convenhamos, com esse nome, só podia ser produto dos 80’s mesmo. Esse cover é significantemente desconhecido e foi feito por uma banda californiana de ska dos anos 90 (beberam loucamente da fonte do No Doubt, pois às vezes até se parecem com eles) chamada Save Ferris. Quem já assistiu a “10 coisas que eu odeio em você” conhece, pois eles aparecem no baile de formatura e no telhado da escola tocando no finzinho. É uma banda fraquinha, não consegue fazer um ska bom e nem tampouco consegue fazer um cover bom. “Come On Eileen” da one-hit-wonder DMR é insubstituível nos corações oitentistas.
(o original)
(o cover)
E aí, quem ganha o troféu "Emmerson Nogueira" de melhor cover?
Marina C.
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