quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O 4º poder

Nos últimos tempos,  tem se admitido no Estado democrático um 4º poder além dos já existentes (Executivo, Legislativo e Judiciário),  a Mídia. A todo momento somos bombardeados por informações e notícias, o que nos dá a impressão de termos na palma de nossas mãos o conhecimento do que realmente acontece na sociedade, e o melhor, em tempo real. Contudo, a verdade é que a mídia ganhou o status de “poder” não por sua incrível capacidade de transmitir informações com eficiência e sim por controlar as pessoas de acordo com os interesses econômicos e políticos, como nunca foi feito.


Falando em escala global, a televisão com certeza é a principal arma desse controle das massas, mas os jornais, revistas e outros veículos de comunicação também entram na dança. Existem, no entanto, pessoas que fazem o jornalismo de forma justa, mas esses são raridade.

É bom lembrar também que não estamos falando aqui de teoria conspiratória nenhuma, mas sim de uma realidade incontestável, basta querer enxergar.


O poder de influência que a mídia exerce na sociedade é de uma magnitude assustadora; nos telejornais, por exemplo, os acontecimentos ao redor do mundo não são passados aos telespectadores como realmente deveriam, mas de acordo com os interesses políticos e financeiros que envolvem a emissora. Duvidam? Então, reflitam comigo sobre a relação entre Ricardo Teixeira e a nossa “querida” Rede Globo; uma relação já antiga.


 Há pouco tempo, a rede Record e outras empresas de comunicação tem lançado críticas duras ao chefão da CBF, que o envolvem em corrupção. Contudo, a Globo não se manifestou no começo. Entranho? Não, pois a relação entre os dois personagens ainda era de harmonia. De repente, uma reportagem no jornal nacional, em agosto, inflama o protesto contra o dono da bola. Aí nos perguntamos: mas e a harmonia, aonde foi parar? É evidente, que o tamanho que o protesto contra Ricardo Teixeira ganhou causou o afrouxamento das relações de outrora e, como a emissora não gosta de ir contra quem está ganhando, até por causa de suas relações comerciais, resolveu o atacar também. Essa briga ainda vai longe se for de interesse da rede Globo, é claro, já que a exclusividade de transmissão dos jogos de futebol em grande parte se deviam a essa relação.


Esse foi um exemplo regional, mas a verdade é que a mídia se impõe falsamente no planeta como grande guia da população para o desenvolvimento mas, na verdade,  guia a população para o consumo e para o comodismo que o sistema financeiro exige hoje. As notícias, principalmente as que dizem respeito à economia e aos conflitos internacionais, são manipuladas antes de serem passadas ao povo; os conflitos no Oriente Médio são exemplos e aqui não preciso me estender.

A conscientização que tento fazer é para que as pessoas tenham uma visão mais crítica em relação aos meios de comunicação e não de aceitação total ao que nos é passado. Já as aventuras da rede que se liga em você (plim plim) serão tratadas semana que vem, como continuação desse tema.

Qualquer coisa comentem!
Abraços

Luiz G. S. Neto



Um comentário:

  1. Guilherme Calil Olivetti

    Legal a manipulação que a Globo fez nas eleições presidenciais que elegeram o glorioso Fernando Collor de Me...

    A emissora porta voz da ditadura e apoiadora de Antonio Carlos Magalhães completam a maravilhosa história de credibilidade.

    Exelente tema e exelente texto.

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