Momento revelação: eu assisti pela primeira vez a “Dirty Dancing” no mês passado. Mas é claro que a icônica cena da Baby e do Johnny dançando no final eu conhecia, tanto que devo ter contribuído muuuito para as quase 110 milhões de visualizações que o vídeo tem no Youtube.
Contribuam mais um pouquinho também! HAHA
Comecei este post com a fala mais relembrada pelos fãs do filme que, numa tradução livre, fica assim: “Ninguém deixa a Baby de lado”, que é dita por Johnny momentos antes de ele subir no palco e dançar com Baby “A” dança. Esse é só um dos motivos que fazem jus posto de “clássico” que o filme carrega desde 1987, quando foi lançado. Mas qual é a de “Dirty Dancing” pra ser tamanho clássico?
Comecemos com o advento dos coloridos anos 80: era a década do exagero, em especial nas roupas e seus acessórios: muitas cores juntas e de preferência ‘cheguei’, ombreiras, cabelos de quem acabou de tomar um choque, maquiagem carregada, brincões e por aí vai. Todo esse excesso também fazia parte da música e do cinema. Quem nunca quis o DeLorean de “De Volta Pro Futuro”? Ou quem nunca parou para assistir ao “Xou da Xuxa”? E ainda quem não sabia de cor a coreografia de “Thriller”? Os anos 80 tinham tudo para serem marcantes. E foram.
Michael, roupa toda laranja e zumbis super estilizados: o exagero só fez ícones
“Dirty Dancing” seguia bem o mandamento dos anos 80, apesar de a história se passar em 1963. Logo de cara, o cabelo encaracolado e o nariz, numa silhueta de 1,60m e pouquíssimos quilos, da protagonista Jennifer Grey, que fazia o papel de Baby, impressionam, mas não de maneira negativa: a atriz fez um baita sucesso depois desse filme, mas insatisfeita com sua napa, resolveu fazer uma plástica. Resultado: a plástica foi pessimamente executada, ela ficou irreconhecível, caiu no esquecimento do público e fez participações nada notáveis em séries, como em Friends, onde faz a amante do ex-futuro-marido da Rachel Green.
Na ala masculina, temos Patrick Swayze pagando de galã com seu máster topete besuntado em laquê e suas roupitchas apertadas. E pagou BEM porque soube incorporar fielmente um galã: é todo gato mas atua mal PACAS. Verdade seja dita. Mas como Deus não é troll e não deixa ninguém nascer completamente sem talentos, acho eu, o menino Swayze sabia dançar. E muito bem. Ainda bem, já que o filme é um musical dançante...
Os protagonistas: Swayze e Grey
A “love story” se desenrola quando menina de high society nova-iorquina Baby vai passar as férias com sua família num resort familiar, mas, que como tudo, tem seu lado podre. Lá, ela encontra ao acaso Johnny, personagem de Swayze, que é garçom e dançarino de um “ritmo quente”, como diria a tradução brasileira, num dos chalés do resort. No começo, conhecemos uma Baby toda certinha, com planos de entrar na faculdade e salvar o mundo entrando na Peace Corps, uma espécie de Cruz Vermelha para países pobres, e um Johnny meio-porralouca, meio-bruto, mas que também tem seu lado meigo.
Baby é tentada por Johnny a dançar com ele nas apresentações que faz, para substituir sua parceira que engravida. Ela aceita como um desafio e daí começa a relação ódio-amor-ensaios de ambos.
A história em si é romance puro, com conflitos e declarações de amor, mas o que vale ser apreciado são as cenas de dança. Como já disse, Patrick Swayze era um ator charlatão, porém bom dançarino, e Jennifer Grey é uma atriz fraca, porém boa dançarina.
O trailer
Para quem não se empolgou, a melhor lembrança do filme continua sendo a última cena da dança ao som do hit “I’ve Had The Time Of My Life”, entoado por Bill Medley e Jennifer Warnes (quem?), que foi a principal razão pelo qual assisti a esse filme e também uma das principais que fizeram esse filme um “gigante adormecido”: com um orçamento de 6 milhões de dólares, o filme acabou por lucrar mais de 200 milhões de bilheteria e ainda emplacou um número 1 na parada da Billboard.
Marina C.



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