quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A Renda Básica De Cidadania (RBC)


Hoje o texto será mais informativo do que reflexivo e muito simples. Buscarei fazer uma pequena apresentação sobre a Renda Básica de Cidadania, um projeto importante, ainda pouco conhecido  e — se for implantada com sucesso — de grande impacto para as sociedades que puderem usufruir dela.

Na sua essência, essa renda tem a função de validar o direito que todo cidadão tem a propriedade. Embora, na minha opinião, seja uma “política de remendo” ao falho sistema capitalista, ainda sim é muito importante, pois distribui igualmente o direito de todos a participarem da riqueza da nação, sendo assim mais uma forma de reduzir a exclusão social.

O sistema funcionaria da seguinte forma: o poder público pagaria um valor igual para os cidadãos de uma determinada região e de uma forma igualitária. As quantias seriam retiradas de qualquer fonte de riqueza gerada numa comunidade, região ou país. No Alasca, por exemplo, as parcelas são retiradas de uma taxa sobre o lucro da exploração petrolífera. Lá, a lei já funciona há algum tempo e vem dando resultados positivos.

O sistema visa pagar essas quantias a todos os cidadãos, sejam eles ricos ou pobres. Isso facilita o funcionamento do projeto e impede que a comprovação de renda, ou qualquer outra, seja necessária, evitando assim uma burocracia imensa que dificultaria os verdadeiros objetivos da ação.


Com isso, os cidadãos teriam o direto a uma renda mínima de acordo com a região em que vivem ( seja dividido por Estado, Município, Federação, etc.) para sobreviver com o mínimo de dignidade possível.

Aqui no Brasil, o projeto de lei que visa implantar a RBC foi de autoria do Senador Eduardo Suplicy , aprovada pelo Congresso e sancionada pelo Presidente a República em 2004. É claro que não se pode tirar conclusões precipitadas sobre como será o impacto dessa ação no Brasil pegando exemplos para comparação de regiões como o Alasca, pois são muitas as diferenças entre os dois locais. Há de se pensar também que essa renda nunca foi implantada em uma federação e, por isso, os resultados são imprevisíveis.

O que é certo é que para implantar a Renda Básica de cidadania será preciso muita organização e cautela do poder público, seja aqui ou em qualquer lugar do mundo. Com certeza isso não acontecerá de uma forma rápida, mas se a esperanças otimistas estiverem certas, a qualidade de vida do ser humano dará um pequeno passo no longo caminho que ainda tem para percorrer.

Comentem!

Abraços

Luiz G. S. Neto

Nenhum comentário:

Postar um comentário