Uma definição bastante simplória, porém verdadeira, do que é o sentimento amor, pode ser deduzida da união de quatro características: respeito, devoção, querer bem e admiração. Pessoas que verdadeiramente amam apresentam todas essas manifestações em comum.
Se pararmos para pensar em cada um desses termos em particular, não somos capazes de enxergar sua importância, mas é a conjuntura perfeita de todas essas partes que geram esse sentimento grandioso. Essencialmente, respeitamos quem nos respeita; queremos bem a quem merece; sentimos devoção por quem gostamos muito; e admiramos a quem nos inspira. A partir do momento em que uma pessoa consegue nos fazer sentir tudo isso ao mesmo tempo, podemos dizer que lhe temos amor.
Não existe nada maior ou mais forte que possamos sentir. Amor é o que move o mundo. É a força motriz que faz as coisas acontecerem. Amor é Deus, e tal como Deus, não precisa ser compreendido ou mesmo existir, basta que acreditemos Nele.
A existência do amor não depende da nossa crença, da mesma forma, nossa crença não precisa depender de sua existência. Sendo o amor (e Deus) real, nos damos por felizes em acreditar em algo tão bom que, efetivamente, existe. Na circunstância de não existir, em nada se modifica o conforto e benevolência proporcionados por tal mentira.
Alguns se sentem afrontados pela ideia de algo não comprovado ser considerado real. Estes seguidores cegos da verdade assemelham-se em muitos aspectos aos religiosos fundamentalistas, que seguem à esmo uma doutrina inquestionável que não sabem, muitas vezes, de onde provém. Quer dizer, por que a verdade é o melhor caminho? Que benefícios advêm de seguirmos a verdade?
A verdade é o melhor caminho e devemos segui-la, na medida em que melhora nossas vidas, promovendo o bem e a felicidade. Parece-nos um contra-senso, então, obter conhecimento, já que na proporção em que o obtemos e jogamos luz em nossa ignorância, inevitavelmente o mundo perde o brilho do desconhecido; e ao tornar as possibilidades de explicar os fatos menos numerosas, nossa imaginação limitada nos faz menos felizes.
A verdadeira razão de preferirmos o caminho da verdade está relacionada com a bela essência altruísta do conhecimento. Apesar de diminuir a felicidade de seu detentor, os benefícios provenientes dos resultados do conhecimento acabam por melhorar a vida das outras pessoas.
Essa manifestação altruísta perde o sentido quando a busca da verdade deixa de proporcionar benefícios para a humanidade e gera desesperança. Nesse ponto, tanto a mentira quanto a ignorância são preferíveis, e uma bênção.
Lucas Veiga Stancati,
muito booom *---* aadoreiii!!!
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